Sobre o teu céu
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Chamam de saudade.
Mas bem sabes que
Não é porque tenho muitas,
Que nunca me desocupo de ti.
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Logro conciliar-te com
Minha lida aturada...
Inventando momentos teus.
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Sequer reputo meus,
Os instantes fecundos:
Só resulto com jeito de efeito,
Sob a tua inspiração.
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E na falta de uma luz que se
Esparja noturna no teu céu,
Não deixa que as lágrimas
Tomem o lugar da minha ausência.
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Outra noite virá mais iluminada,
Depondo-se como véu
Sobre teu rosto.
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Nada é mais habitual, em mim,
Do que enviar-te a lua.
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(Gui Bassalo)
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