«Amar
é ter uma vastíssima memória para a Gratidão e vencer todas as
insinuações do ressentimento. É tornar-se capaz de olhar para alguém na
sua mais profunda verdade, pelo menos segundo a vamos conseguindo
perceber...e, na sua máxima verdade,
todos os seres humanos são dignos e amáveis, não correspondem aos
preconceitos que ás vezes lhe colámos nem se esgotam simplesmente nas
atitudes menos correctas que tiveram para connosco.
Amar é
treinar-se a esperar o melhor das realizações dos outros e das nossas,
sobretudo quando são feitas de um jeito diferente do que faríamos...
Amar também é fazer silêncio e deixar-se estar, existir apenas com o
outro, ao seu lado, até à mais radical experiência de inutilidade ou
impotência. Afinal, no coração do próprio dinamismo a que chamamos
"amor" está a mais pura gratuidade, não a funcionalidade.»
Rui Santiago Cssr
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